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A
imprensa local divulgou na época. Mas,
possivelmente, muitos catanduvenses não sabem até
hoje o
que é aquele monumento talhado em madeira, à
frente da sede do Samu, na esquina das ruas
Amazonas e Paraíba, em Catanduva. Foi no dia 30 de
abril de 2005 que o prefeito Afonso Macchione Neto
inaugurou a réplica do monumento original, símbolo
do marco zero da demarcação do perímetro urbano da
cidade, que existiu entre 1921 e 1936.
O ponto histórico foi
descoberto por alunos do curso de Direito das
Faculdades Integradas da Fundação Padre Albino (Unifipa), durante estudo de um
processo judicial antigo. Os autos do processo
ficaram fechados por mais de 70 anos no Arquivo da
Comarca de Catanduva, até serem reabertos em
2003 para a realização de uma pesquisa
desenvolvida por 28 estudantes da Faeca,
orientados por José Sacchetta Ramos Mendes,
professor de História do Direito.
O marco descoberto
pelos universitários foi o ponto de partida da
demarcação de terras da Fazenda Moreiras (Barra
Grande), localizada na margem direita do rio São
Domingos, atual centro da cidade. A demarcação
pretendia definir os limites dos lotes
desmembrados da fazenda, que começou a ser
dividida em 1899, quando foi comprada por Antônio
Maximiano Rodrigues, considerado um dos fundadores
de Catanduva.
Especificações
O marco zero, que
existiu entre 1921 e 1936, era um
pequeno monumento talhado em madeira de aroeira,
em formato piramidal, com quatro faces de 80
centímetros de altura para fora do solo. A
retirada da demarcação foi feita na década de 30,
após o término da ação judicial, aberta três anos
após a criação do Município de Catanduva, que
envolvia mais de 50 proprietários de terrenos
desmembrados da Fazenda Moreiras. A réplica foi providenciada pela
Coordenadoria
de Cultura.
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