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ONDE FICA O MARCO ZERO?

Guilherme Gandini • CatnaRede • 05/11/2007

Artigo publicado originalmente no site em 10/08/2006

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A imprensa local divulgou na época. Mas, possivelmente, muitos catanduvenses não sabem até hoje o que é aquele monumento talhado em madeira, à frente da sede do Samu, na esquina das ruas Amazonas e Paraíba, em Catanduva. Foi no dia 30 de abril de 2005 que o prefeito Afonso Macchione Neto inaugurou a réplica do monumento original, símbolo do marco zero da demarcação do perímetro urbano da cidade, que existiu entre 1921 e 1936.

 

O ponto histórico foi descoberto por alunos do curso de Direito das Faculdades Integradas da Fundação Padre Albino (Unifipa), durante estudo de um processo judicial antigo. Os autos do processo ficaram fechados por mais de 70 anos no Arquivo da Comarca de Catanduva, até serem reabertos em 2003 para a realização de uma pesquisa desenvolvida por 28 estudantes da Faeca, orientados por José Sacchetta Ramos Mendes, professor de História do Direito.

 

O marco descoberto pelos universitários foi o ponto de partida da demarcação de terras da Fazenda Moreiras (Barra Grande), localizada na margem direita do rio São Domingos, atual centro da cidade. A demarcação pretendia definir os limites dos lotes desmembrados da fazenda, que começou a ser dividida em 1899, quando foi comprada por Antônio Maximiano Rodrigues, considerado um dos fundadores de Catanduva.

 

Especificações

 

O marco zero, que existiu entre 1921 e 1936, era um pequeno monumento talhado em madeira de aroeira, em formato piramidal, com quatro faces de 80 centímetros de altura para fora do solo. A retirada da demarcação foi feita na década de 30, após o término da ação judicial, aberta três anos após a criação do Município de Catanduva, que envolvia mais de 50 proprietários de terrenos desmembrados da Fazenda Moreiras. A réplica foi providenciada pela Coordenadoria de Cultura.