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CATANDUVA

HISTÓRIA DE CATANDUVA

Saiba mais sobre o passado da 'Cidade Feitiço'

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CATANDUVA

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instalação do município

 

Data: 14 de abril de 1918

Caa-tã-dyba: do Tupi Guarani (mato rasteiro, áspero e rústico)

Título: "Cidade Feitiço"

administração atual

Prefeito: Afonso Macchione Neto (PSDB)

Vice-prefeito: Sinval Malheiros (PSB)

Presidente da Câmara: Daniel Palmeira (PV)

ORIGEM

Inicialmente Catanduva foi conhecida por Cerradinho, nome dado devido à localização do vilarejo, que se iniciou numa área de cerrado ralo. Depois, o arraial de Cerradinho foi elevado a Distrito de Paz, com o nome de Vila Adolpho, pela lei nº 1.188 de 16/12/1909, numa homenagem ao Coronel Adolfo, influente político da cidade de São José do Rio Preto, município ao qual a vila pertencia. Com a chegada da Estrada de Ferro em 1910 e o progresso da vila, foi criado o Município de Catanduva, pela lei nº 1564 de 14/11/1917, sendo que a instalação do mesmo ocorreu em 14 de abril de 1918, em solenidade realizada no Clube 7 de Setembro. Em 9 de dezembro de 1919, pela lei nº 1675-E, criava-se a Comarca de Catanduva, que seria instalada em 07/02/1920. O conhecido título "Cidade Feitiço" é relacionado à hospitalidade dos moradores que recebem com muito carinho e atenção todos os visitantes e foi citado pela primeira vez em um jornal da cidade.

 

FUNDAÇÃO

 

Entre as diversas versões sobre a fundação de Catanduva, os historiadores destacam duas. Uma delas afirma que o povoado teria se iniciado quando uma família mineira chamada Figueiredo chegou ao local no final do século XIX, em torno de 1890, onde deu início à primeira lavoura e construiu a primeira casa de telhas no bairro São Francisco. Os Figueiredo teriam recebido as terras como herança da família Moreira, de nacionalidade portuguesa. O bairro São Francisco, por sua vez, é apontado como o primeiro bairro catanduvense, devido a sua proximidade com o Córrego Minguta. Outra versão diz que a cidade teria sido fundada por Antônio Maximiano Rodrigues, mineiro de Conceição do Rio Verde, que teria adquirido terras da região por volta de 1890, fazendo, posteriormente, a doação de alqueires de sua propriedade para a paróquia de São Domingos. Existe ainda uma terceira versão, mais descartada pelos historiadores, que aponta Domingo Borges da Costa, conhecido como Minguta, como fundador.

 

Pelas datas e nomes nada se resolve. Se de fato Figueiredo herdou essas terras de seus antepassados, não existem documentos que provem isso. Por outro lado, os únicos documentos existentes e conhecidos apontam Maximiano como o verdadeiro possuidor e fundador dessas terras, o que se confirma na transcrição feita em 18 de setembro de 1890 no Cartório de Registro de Imóveis e Anexos da Comarca de Jaboticabal, na qual Maximiano adquiriu, por escritura pública lavrada, 100 alqueires de terra na Fazenda Barra Grande, no termo daquela Comarca e onde hoje se situa Catanduva. Historicamente, sabe-se que Catanduva surgiu em meados dos anos 1850, em terras que pertenciam ao município de Araraquara e que, posteriormente, originaram as cidades de Jaboticabal, Monte Alto e São José do Rio Preto, de onde viria a se desmembrar o município de Catanduva.

 

OCUPAÇÃO

Os primeiros povoados constituídos em Catanduva teriam sido o São Francisco e o Higienópolis - até então pertencentes à comarca de Jaboticabal -, antes mesmo do surgimento do arraial de Cerradinho. Eram pontos considerados menos alagados, já que a área onde hoje se encontra o Ribeirão São Domingos era um pântano. Casebres de pau-a-pique ou de taipa cobertos de sapé abrigavam os primeiros moradores, os desbravadores. A pobreza era uma constante no cotidiano dos pioneiros. O que se produzia normalmente era trocado por comida trazida pelos mascates em lombos de animais. Ao período histórico de construção, com o final da 1ª Guerra Mundial, somou-se a vinda de imigrantes para a região. Italianos, espanhóis, portugueses, japoneses e árabes se assomaram à construção do município.

Com glebas de terra colocadas à venda, a preços considerados baixos, levando-se em conta as dificuldades para se desbravar as terras, rapidamente as fazendas foram se formando ao redor de Catanduva. Os casarões eram circundados por imensas plantações de café, que por muitos anos foi o principal produto da cidade. O progresso urbano, nesse início da história do município, foi extremamente rápido, prendendo-se ao desenvolvimento econômico da fértil zona rural. O cultivo do café e a penetração ferroviária, de par com a assistência médico-hospitalar e educacional que florescia na cidade, constituíram fatores decisivos para a evolução da área urbana e, conseqüentemente, de Catanduva.

Os primeiros 20 anos

Luiz Roberto Benatti

Ernesto Ramalho traçou no mapa o arruamento inicial da cidade em cima da mesa de trabalho, xícara de café ao lado dos papéis. A partir da Estação Ferroviária, morro acima, riscou o braço maior da cruz de Cristo (Rua Brasil); cem metros abaixo, riscou o braço menor (o antigo Parque das Américas: como são três, ele desenhou três seções ocupadas por imenso jardim).

Os veículos subiam a rua Brasil, porque esse era o percurso lógico de uma cidade em crescimento, como a espinha dorsal da criança ao alongar-se rumo à adolescência

A rua fronteira à estrada de ferro ele chamou de Rio de Janeiro, capital da República por 60 anos. A paralela ascendente foi chamada de São Paulo, o nosso Estado. Visionário, deu-se conta da expansão da futura cidade. Traçou-lhe as radiais: 7 de Setembro e 15 de Novembro.

A República de 89 instalou-se em Catanduva em 1918 com Ramalho: 13 de Maio, 24 de Fevereiro, 21 de Abril, 3 de Maio. Civilista, brincou com linhas gregas, cruzamentos e entrecruzamentos, Estado e capital: Pará / Belém, Amazonas / Manaus, Rio Grande do Norte / Natal, Paraná / Curitiba, Santa Catarina/Florianópolis. Catanduva virou um Atlas sociopolítico de escala diminuída.

Catanduva ergueu-se da prancheta pelas mãos de Ramalho. Ele desenhou nossa topografia urbana 60 anos antes de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, em Brasília.

 

 

 REPORTAGEM ESPECIAL

 'onde fica o marco zero de Catanduva?'

 

O marco zero, que existiu entre 1921 e 1936, era um pequeno monumento talhado em madeira de aroeira, em formato piramidal, com quatro faces de 80 centímetros de altura para fora do solo. A retirada da demarcação foi feita na década de 30, após o término da ação judicial, aberta três anos após a criação do Município de Catanduva, que envolvia mais de 50 proprietários de terrenos desmembrados da Fazenda Moreiras. A réplica foi providenciada pela Coordenadoria de Cultura.

 

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EXPANSÃO ECONÔMICA

A ampliação da fronteira agrícola de Catanduva se deu após a chegada da Estrada de Ferro Araraquarense, em 1910. A partir daí, as terras agriculturáveis foram ocupadas pelo arroz, feijão, milho, pastagens e café. Aos poucos, os cafezais passaram a ser a cultura dominante na maioria das propriedades rurais, até a década de 1950, quando passaram a ser substituídos pelos laranjais e canaviais. Muita resistência por parte dos agricultores marcou o período de queda da produção de café. Essa cultura se destacou por poder ser cultivada pela pequena e grande propriedades, não exigir muita mão-de-obra e por não ser perecível, podendo ser estocada e vendida ao longo do ano. A resistência acabou sendo vencida pelo baixo preço, pelas pragas que infestaram os cafezais e pela queda da qualidade do produto, causada, principalmente, por mudanças climáticas.

No período de 1980 a 1990, a laranja viveu seu grande momento no município. Incentivados pela indústria de sucos, que investia na produção, os agricultores tomaram coragem para substituir de vez os cafezais pela laranja. No entanto, no final da década de 90, o alto custo da produção e a baixa produtividade, além do "amarelinho", praga que dizimou os pomares, tornaram inviável o cultivo da laranja. Paralelamente, o assédio dos produtores de açúcar e álcool, oferecendo vantagens irrecusáveis em troca do arrendamento de terras para o cultivo da cana-de-açúcar, reduziu ainda mais a área destinada ao cultivo da laranja. Assim, seguiu-se a expansão da cultura canavieira.

A cana começou a ser cultivada em Catanduva na década de 50. Em 1952, foi fundada no município a Usina São Domingos Açúcar e Álcool. Hoje, a região de Catanduva é a quarta maior região sucroalcooleira do Estado, produzindo cerca de 22,4 milhões de toneladas de cana, 35,6 milhões de sacas de 50 kg de açúcar e 903 milhões de litros de álcool anidro e hidratado (Fonte: Apac).

 

 REPORTAGEM ESPECIAL

 'A ERA DOS TRENS E O TRANSPORTE ATUAL EM CATANDUVA'

 

A Estrada de Ferro de Araraquara (EFA) foi fundada em 1896 e teve o primeiro trecho aberto ao tráfego em 1898. Em 1912, já com problemas financeiros, a linha-tronco chegou a São José do Rio Preto. Somente em 1933, depois de ser estatizada em 1919, a linha foi prolongada até Mirassol, e em 1941 começou a avançar mais rapidamente, chegando a Presidente Vargas em 1952, seu ponto final à beira do rio Paraná. Em 1955, completou-se a ampliação da bitola do tronco para 1,60 metro, totalmente pronta no início dos anos 60. Em 1971, a empresa foi englobada pela Fepasa. Os trens de passageiros circularam até março de 2001, quando iam somente até São José do Rio Preto, para logo serem finalmente suprimidos. Por Catanduva passam, hoje, apenas trens de carga integrados à Ferronorte, que faz o escoamento da produção de soja do Mato Grosso para o porto marítimo.

 

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prefeitos

Primeiro Prefeito:

Ernesto Ramalho

assumiu em 14 de abril de 1918

Prefeitos eleitos após 1960:

Antônio Stocco - 1960/1964
José Antônio Borelli - 1964/1969
João Righini - 1969/1973
Pedro Nechar - 1973/1977
Warley Agudo Romão - 1977/1983
José Alfredo Luiz Jorge - 1983/1988
Warley Agudo Romão - 1989 a 31/03/1992
Maurílio Francisco Vieira - 01/04/1992 à 31/12/1992
Carlos Eduardo de Oliveira Santos - 1993/1996
Félix Sahão Júnior - 1997/2000
Félix Sahão Júnior - 2001/2004

Afonso Macchione Neto - 2005/2008

PRESIDENTES DA CÂMARA (APÓS 1960)
Lúcio Cacciari - 1960
Constante Frederico Ceneviva - 1961
Armindo Mastrocola - 1962
Gerson Sodré - 1963
Libano Pachá - 1964
Carlos Machado - 1965
Lúcio Cacciari - 1966/1967
Venâncio Lima Ferreira - 1968
Carlos Machado - 1969
Gregório Rodrigues Gil - 1970/1971
José Marcos Romero - 1972
Eder Pedro Pellizzon - 1973/1974
Altino Rossi - 1975/76
Maurílio Francisco Vieira - 1977/1978
José Alexandre R. Nobalbos - 1979/1980

Gerson José de Camargo Gabas - 1981/1982
Alcides Doca Defendi - 1983/1984
Antônio Júlio Bueno - 1985/1986
Walter Schettini - 1987/1988
Walner Pellizzon - 1989/1990
Maurílio Francisco Vieira - 1991 a 31/03/92
Sérgio Rebelato - 01/04/92 a 31/12/92
Sinval Sinter B. Banhos - 1993/1994
Walter Schettini - 1995/1996
Waldemar Carlos Tadini - 1997/1998
Horácio da Silva Figueiredo Júnior - 1999/2000
Horácio da Silva Figueiredo Júnior - 2001/2002
Marcos Antônio Crippa - 2003/2004
Daniel Palmeira - 2005/2006

Marcos Antônio Crippa - 2007/2008

política - eleitorado

1988: 46.340 eleitores

1989: 51.045 eleitores

1990: 51.854 eleitores

1992: 52.762 eleitores

1994: 55.144 eleitores

1996: 57.686 eleitores

1998: 61.192 eleitores

2000: 64.847 eleitores

Ano 2004: 73.755 eleitores

[população: 110.489 habitantes (IBGE, 2003)]

Ano 2006: 76.042 eleitores (Seade)

 [estimativa: 115 mil habitantes (2006)]

símbolos oficiais

Hino Oficial a Catanduva
Letra e Música: José Carlos de Freitas
 

Sob o sol escaldante dos trópicos,
um pioneiro chegou a esta terra,
terra crua que não prometia
um futuro de tanto esplendor.

O viajante fincou a bandeira
com coragem, confiança e amor
e o intrépido aventureiro
consagrou-se como fundador

A semente foi plantada e mudou a paisagem,
nossa terra ficou fértil, floresceu.
E a mão firme do trabalho operou mais um milagre:
fez nascer um povo forte, um povo honesto e lutador.

Catanduva, Cidade Feitiço
Quem pisa teu chão não se esquece jamais
Teu feitiço é mais que um encanto
que inspira meu canto de amor e de paz!
Teu feitiço é mais que um encanto
que inspira meu canto de amor e de paz!

 

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Brasão e Bandeira

O Brasão foi instituído através da Lei Municipal nº 1133 de 17/07/70

e alterado através da Lei Municipal nº 2333 de 10/04/87.

 

 

A antiga monocultura do café deu lugar a uma diversificação da economia rural, onde também se destacam a laranja e a cana-de-açúcar. Nas suas cores heráldicas, o vermelho é o símbolo do amor à pátria, da audácia, da coragem e da valentia de nosso povo. A roda preta denteada significa o desenvolvimento de nossa indústria.

O campo azul é a excelente condição
climática desta terra. O leão de prata simboliza a força, a grandeza, a nobreza de nossa gente. E a faixa ondulada de azul em campo verde, representa o Rio São Domingos, um dos principais acidentes geográficos do município correndo sobre o verde de nossos campos. A forma do escudo é inspirada no primeiro escudo introduzido em Portugal. E a coroa mural é própria, privativa das municipalidades.

 

 REPORTAGEM ESPECIAL

 'NASCE A DIOCESE DE CATANDUVA'

 

Em 1999, encerrando as comemorações dos 70 anos da Diocese de Rio Preto e 40 anos depois da criação da Diocese de Jales, ocorre um outro acontecimento histórico: Catanduva torna-se Diocese.

Naquele momento, o Estado de São Paulo passava a ter 40 Dioceses, sendo que a Arquidiocese de São Paulo é subdividida em 6 Regiões Episcopais, totalizando assim 45. Catanduva nasce como a 41ª Diocese (incluindo as arquidioceses) ou 46ª (incluindo as Regiões Episcopais) do Estado de São Paulo, como a 8ª Diocese da Província Eclesiástica de Ribeirão Preto e a 4ª da sub-regional RPII

 

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