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história
A história do basquete de Catanduva se mistura com
a carreira do técnico Edson Ferreto. O treinador foi o responsável
pelo surgimento da vitoriosa equipe que levou o nome da cidade e
conquistou todos os títulos disputados entre 1977 e 1982, em todas
as categorias:
mirim, infantil, juvenil e adulto, evidenciando a "escola de
basquete" que existia na cidade. Ao mesmo tempo, é hoje um dos
responsáveis pelo retorno do basquete profissional na cidade, depois
de mais de 20 anos de ausência da cidade em torneios oficiais.
Edson Ferreto, 52, nascido em Carazinho (RS),
chegou com 10 anos a Catanduva. Formou-se na Escola Superior de
Educação Física (Esefic), de Catanduva, e começou sua carreira
na cidade, aos 18 anos, jogando pela equipe masculina e treinando a
feminina de basquete, exatamente aquela que teria seu auge em 1977 e
revelaria Hortênsia e Janeth ao basquete mundial.
Com uma base forte e o reforço de Hortência e Cristina Punco, o time
mantido pelo Clube Recreativo Higienópolis (CRH), e dirigido por
João Alberto Caparroz, venceu todos os torneios que disputou entre
1977 e 1982: Regionais, Abertos, Paulistas, Troféus Bandeirantes e
ainda foi bicampeão no Sul-Americano de Clubes,
quando enfrentou as melhores equipes da Venezuela,
Paraguai, Bolívia, Argentina e Peru.
Em 1983, a equipe começou a depender da Prefeitura
para manter suas atividades e, sem apoio, foi declinando até acabar.
Ferreto mudou-se para
Piracicaba, retornando logo em seguida e voltando
a abandonar a cidade em 1984. Nesses dois anos,
tendo apenas Janeth como destaque, a equipe ainda venceu os Jogos
Regionais. Em 2005, recebeu o convite para formar a nova
equipe de basquete feminino de Catanduva. Desta
vez, diferente do que foi feito no passado, Catanduva não começou
investindo na base, mas fez o inverso: montou um time forte,
contratando diversas jogadoras, para, ao conquistar títulos,
reerguer entre os jovens catanduvenses o espírito do basquete e, aí
sim, investir na formação de novas atletas, como já está sendo feito
nas escolinhas da cidade.
revelações
A
"rainha do basquete", Hortênsia, nascida em Potirendaba e criada em São José do Rio Preto,
chegou a Catanduva em 1977, quando jogava pelo
São Caetano do Sul. Ela tinha 19 anos e permaneceu
na cidade até os 24, quando foi contratada pela
equipe de Presidente Prudente. Participou na campanha de 1977
e ganhou o título sul-americano por Catanduva. Já
Janeth veio para a cidade para treinar no time
mirim, quando ainda não jogava basquete. A
atleta estava no vôlei do Corinthians quando veio
para Catanduva e se revelou uma grande jogadora.
nova fase
Em 2005, primeiro
ano de disputas da nova equipe de basquete
feminino de Catanduva após mais de 20 anos da
'era de ouro', o time de basquete feminino de
Catanduva sagrou-se campeão
Paulista da Série A-2 e garantiu o acesso à
Primeira Divisão (A-1). Outro bom resultado foi
conquistado nos Jogos Abertos do Interior,
realizados em Botucatu, onde Catanduva
conquistou a medalha de prata, após perder para São Caetano
do Sul na final. Nos Regionais,
por não ter adversários inscritos, a equipe foi
eleita campeã da modalidade.
Em torneio
organizado pela Liga
de Basquete Centro-Oeste Paulista (LBC), de
Bauru, e Liga de Basketball Riopretense, de São
José do Rio Preto (Libask), Catanduva também conquistou o título, após
vencer Birigui (166 a 21) e São José do Rio
Preto (92 a 46) nas finais, encerrando invicta a
competição (12 jogos). No
Campeonato Nacional, a equipe Celt/Catanduva fez
boa campanha e só foi eliminada nas semi-finais
por Ourinhos, que, em janeiro de 2006,
conquistaria o título ao derrotar São Caetano
por 3 x 0 em série "melhor-de-cinco".
Para a temporada
2006,
uma eleição elegeu o médico Pedro Enzo Macchione
como
presidente da equipe, que seguirá sob o comando
do técnico Edson Ferreto. Além de Macchione, também foram nomeados outros
membros da diretoria:
Carlos Roberto Tafuri, vice-presidente,
João Narciso Leito, primeiro secretário,
Fabrício Patriani, segundo secretário,
Edson Andrella, primeiro tesoureiro, Cidimar
Roberto Porto, segundo tesoureiro, Edeval
Curitiba Correa, diretor de esportes, Valdir
Martins Braga, diretor jurídico, e Nelson Lopes
Martins, diretor social.
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